|
Não há Java nem Tomcat nos nossos servidores de hospedagem compartilhada, e não é possível instalá-los lá. Uma aplicação em Java precisa de um processo seu, sempre a correr, com memória reservada: isso é um VPS ou um servidor dedicado com acesso de administrador, que nós vendemos. Este artigo escreve-se para esse caso.
|
O Apache Tomcat é o servidor onde correm aplicações Java para a web. Não se parece nada com o PHP: em vez de ficheiros que o servidor executa a cada pedido, há um programa único, que arranca uma vez, fica em memória e atende num porto seu.
Antes de começar
| 3 |
Veja que versão de Java a versão do Tomcat que quer exige. O projecto Apache Tomcat publica essa correspondência na página de cada versão. Não adivinhe: uma combinação errada arranca e falha depois, em produção.
|
|
| 4 |
Decida quem vai gerir isto daqui a um ano. Um VPS não gerido é seu de ponta a ponta: as actualizações, a segurança e os arranques de madrugada. Ver VPS gerido ou não gerido.
|
|
A instalação, por passos
| 1 |
Instale um Java pelo gestor de pacotes da distribuição, e não um descarregado à mão. Assim recebe as actualizações de segurança com o resto do sistema, que é metade do trabalho feito. Confirme a seguir com java -version.
|
|
| 2 |
Crie um utilizador só para o Tomcat, sem shell. Serve para o serviço correr com essa identidade e para que, se alguma vez for abusado, quem entrar não tenha por onde ir.
|
|
| 3 |
Descarregue o Tomcat do sítio do projecto Apache, e só de lá. Ao lado do ficheiro estão publicadas as somas de verificação e as assinaturas: confira pelo menos a soma antes de descomprimir.
|
|
| 4 |
Descomprima para uma pasta própria, por exemplo dentro de /opt. Uma ligação simbólica a apontar para a versão actual poupa-lhe trabalho na próxima actualização: muda-se a ligação e está feito.
|
|
| 5 |
Dê a pasta ao utilizador que criou, e dê permissão de execução aos programas dentro de bin.
|
|
| 6 |
Crie um serviço do sistema. É o que faz o Tomcat arrancar sozinho quando a máquina reinicia, e o que lhe dá um comando único para arrancar, parar e ver o estado. No ficheiro do serviço indicam-se o caminho do Java, o caminho do Tomcat e o utilizador.
|
|
| 7 |
Active e arranque o serviço, e confirme o estado. Um serviço que arranca e morre um segundo depois dá estado de falha: a razão está nos registos.
|
|
| 8 |
Confirme que está mesmo a atender. Um comando que liste os portos à escuta mostra o Tomcat no porto que escolheu. Se não aparecer, ele não arrancou, por mais que o serviço diga o contrário.
|
|
|
Os registos dizem sempre a verdade. Tudo o que o Tomcat faz no arranque fica escrito na pasta logs da instalação, no ficheiro de saída principal. Antes de procurar na internet, leia as últimas vinte linhas desse ficheiro: na esmagadora maioria dos casos a resposta está lá, por extenso.
|
Três coisas para não fazer
|
Não corra o Tomcat como administrador. É o atalho mais tentador e o mais caro: qualquer falha na aplicação passa a ser uma falha na máquina inteira. Se ele «só arranca como root», o que está errado são as permissões das pastas, e é isso que se corrige.
|
|
Não abra o porto do Tomcat ao mundo. O porto habitual de uma instalação nova é conhecidíssimo e está a ser varrido a toda a hora. O caminho certo é deixar o Tomcat a atender só dentro da máquina e pôr um servidor web à frente, com o certificado. Está no artigo seguinte: configurar o Tomcat.
|
|
Não deixe a instalação como veio. As aplicações de exemplo e de administração que vêm na caixa são o primeiro sítio onde toda a gente bate. Ou se apagam, ou se trancam, e trancar está explicado no artigo seguinte.
|
O resto da higiene de um servidor seu, que vale para o Tomcat como para tudo o resto, está em manter o seu VPS ou dedicado seguro.
|
Precisa de um servidor com acesso de administrador para pôr uma aplicação Java de pé? Diga-nos o que ela precisa.
Abrir um pedido de suporte
|
PRODUTO RECOMENDADO Alojamento de sites com cPanel Domínio e SSL incluídos, cópias diárias e o painel que já conhece. desde 9.000,00 Kz/mês Ver planos |