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Continua a ser matéria de VPS ou servidor dedicado com acesso de administrador. Nos nossos servidores de hospedagem compartilhada não há Java nem Tomcat. A instalação está em instalar o Tomcat num servidor seu; isto é o que se faz a seguir.
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Um Tomcat recém-instalado funciona, e não está pronto. Faltam-lhe quatro coisas, e são sempre as mesmas: o porto onde atende, a memória que lhe cabe, quem pode entrar na administração, e o servidor web que fica à frente a tratar do endereço e do certificado.
1. Onde ele atende, e quem lhe chega
A configuração principal do Tomcat é um ficheiro na pasta conf. Lá dentro define-se o porto em que ele atende, e também o endereço em que atende, que é a parte que quase toda a gente ignora.
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Prenda-o à própria máquina. Se põe um servidor web à frente, e deve pôr, o Tomcat só precisa de atender por dentro. Assim, mesmo que o firewall falhe um dia, ninguém de fora lhe fala directamente.
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Desligue o porto de paragem. O Tomcat traz um porto separado que serve para o mandar desligar. Num servidor exposto, isso é uma porta a mais e sem serventia nenhuma, porque quem administra a máquina já o desliga pelo serviço do sistema.
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Confirme com os olhos. Depois de reiniciar, liste os portos à escuta e veja em que endereço o Tomcat aparece. Se aparecer em todos, a mudança não pegou.
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Sobre que portos têm de estar abertos e porque é que uma integração fica pendurada sem dar erro, o assunto está arrumado em que portos estão abertos.
2. A memória, que é o que dá mais problemas
O Java reserva memória para si e gere-a à sua maneira. Se lhe der de menos, a aplicação pára com falta de memória a meio de um pedido. Se lhe der de mais, o sistema operativo fica sem folga e acaba por matar o processo, o que dá um serviço que morre sem deixar erro nenhum na aplicação.
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Não edite os programas de arranque do Tomcat. Há um ficheiro próprio, na pasta bin, que existe exactamente para pôr as suas opções e que sobrevive às actualizações.
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Deixe folga ao sistema. A memória do servidor não é toda para o Java: o sistema, a base de dados e o servidor web também precisam. Dar ao Java quase toda a memória da máquina é o erro clássico.
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Fixe o mínimo igual ao máximo num servidor dedicado a esta aplicação. Evita que ele passe a vida a crescer e a encolher, o que é trabalho desperdiçado.
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Meça antes de escolher um número. Ponha a aplicação a trabalhar a sério durante uns dias e veja quanto usa mesmo. Um valor copiado de um tutorial não sabe nada sobre a sua aplicação.
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Se o serviço começar a desaparecer de madrugada sem explicação, a memória é o primeiro suspeito. Os sintomas típicos de um servidor seu estão em erros comuns em VPS e Cloud.
3. A administração, que é por onde estes servidores caem
O Tomcat traz aplicações de gestão pelo navegador. São úteis e são, de longe, o alvo mais varrido de uma instalação. Trate delas no primeiro dia.
| O que fazer |
Porquê |
| Apagar o que não usa |
As aplicações de exemplo não servem para nada em produção e já foram porta de entrada. Se não as usa, não as tenha. |
| Contas com nomes e senhas sérias |
As contas de gestão definem-se num ficheiro próprio na pasta conf. Nada de nomes óbvios, nada de senhas curtas, e uma conta por pessoa. |
| Limitar por endereço |
Cada aplicação de gestão tem um ficheiro de contexto onde se pode restringir quem lhe chega. Deixe entrar só o seu escritório, ou só a própria máquina. |
| Nunca pela internet sem cifra |
Se tem de administrar de fora, faça-o por um túnel SSH, e não publicando a página de gestão. |
4. O servidor web à frente
Esta é a peça que falta em quase todas as instalações que nos aparecem partidas. Põe-se um Apache ou um Nginx a atender no porto normal da web, com o certificado, e ele passa os pedidos ao Tomcat por dentro da máquina. Ganha-se tudo de uma vez:
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O endereço fica normal, sem porto estranho no fim.
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O certificado trata-se num sítio só, com as ferramentas que já conhece, em vez de ser configurado dentro do Java.
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Dá para ter mais do que um site na mesma máquina, cada um no seu nome.
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Os ficheiros estáticos saem do servidor web, que faz isso melhor e mais barato do que o Tomcat.
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Diga ao Tomcat que está atrás de um intermediário. Sem isso, a aplicação vê todos os visitantes como se viessem da própria máquina, e os seus registos, as suas regras de acesso e as suas contagens passam a mentir.
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Publicar uma aplicação é copiar um ficheiro. Deixe o pacote da aplicação na pasta de aplicações e o Tomcat instala-o sozinho. Para substituir, copia-se o novo por cima. Feito assim, uma actualização é um comando e uma linha nos registos, e não uma noite.
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Arranque e paragem pelo serviço do sistema, sempre. Correr os programas de arranque à mão cria um processo que o sistema não conhece: não arranca no reinicio, não aparece no estado, e um dia ficam dois Tomcats a lutar pelo mesmo porto. Um comando para arrancar, um para parar, um para ver o estado, e mais nada.
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