Quer o WordPress fora de um domínio, porque a instalação partiu, porque vai começar de novo, ou porque o site vai passar a ser outra coisa. São poucos passos, mas há duas coisas que se apagam por engano e não voltam.
A rota limpa: pela ferramenta que o instalou
É a única que remove tudo de uma vez, ficheiros, base de dados e utilizador da base. Há duas ferramentas no cPanel que fazem isto, e a que interessa é aquela por onde o site foi instalado.
| Ferramenta |
Onde está e o que faz |
| WordPress Management |
Secção Domínios. Lista as instalações de WordPress da conta, mesmo as que não foram instaladas por ela, e remove ficheiros e base num só passo. É a mais completa para este trabalho. |
| Instalador de aplicações |
Secção Software. Se instalou o site por aqui, a instalação aparece na lista dele com o domínio ao lado, e a remoção é um botão. |
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Entre no cPanel e abra a ferramenta onde a instalação aparece listada.
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Encontre o site pelo domínio. Confirme que é mesmo esse, sobretudo se tem vários sites na mesma conta.
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Carregue em remover e leia o que o ecrã pergunta. Costuma deixar escolher se apaga também a base de dados e o utilizador dela. Deixe essas opções marcadas, ou ficam para trás a ocupar espaço.
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Como saber se foi assim que instalou. Se seguiu como instalar o WordPress em poucos cliques, foi. Se o site foi feito por outra pessoa, ou veio de outro fornecedor, provavelmente não, e então a instalação pode não aparecer na lista do instalador. Experimente na mesma o WordPress Management, que detecta instalações feitas à mão. Se nem lá estiver, use a rota manual.
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Remoção manual: as três partes
Uma instalação de WordPress são três coisas separadas. Apagar só uma deixa lixo, e a base de dados esquecida é o caso do costume.
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Os ficheiros. No Gestor de Ficheiros, abra a pasta do site (normalmente public_html) e apague wp-admin, wp-includes, wp-content e todos os ficheiros começados por wp-, incluindo o wp-config.php.
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A base de dados. Antes de a apagar, abra o wp-config.php e anote o valor de DB_NAME: é o nome dela. Depois, em Bases de Dados MySQL, apague essa base. Veja bases de dados e phpMyAdmin.
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O utilizador da base. Está no mesmo ecrã, numa lista à parte. Se só servia este site, apague-o também.
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Anote o nome da base ANTES de apagar os ficheiros. O nome vive dentro do wp-config.php. Apague os ficheiros primeiro e fica com uma base órfã e sem maneira simples de saber qual das listadas era a sua. É o erro mais frequente neste trabalho. Se já lhe aconteceu, o caminho de volta é abrir cada base no phpMyAdmin e ver, na tabela _options, qual tem o endereço deste site em siteurl.
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Os ficheiros que ficam escondidos
Depois de apagar o que se vê, ligue Opções › Mostrar ficheiros ocultos no Gestor de Ficheiros. Ficam quase sempre estes:
| Ficheiro |
O que fazer |
| .htaccess |
O WordPress escreve regras de endereços aqui. Se vai pôr outra coisa no domínio, limpe o bloco # BEGIN WordPress até ao # END WordPress. Se o ficheiro só tinha isso, apague-o. |
| .user.ini e php.ini |
Regras de PHP deixadas por plugins ou por si. Reveja antes de apagar: se alterou limites de propósito, pode querer manter. |
| .maintenance |
Sobra de uma actualização interrompida. Apague sempre. |
| error_log e debug.log |
Registos de erros. Não servem para nada depois de o site sair, e o debug.log pode ter caminhos e nomes de bases lá dentro. |
| .well-known |
Não apague. É usada na validação do certificado do domínio. |
O que fica para trás e ninguém se lembra
Apagados os ficheiros e a base, sobram coisas que vivem fora da pasta do site e continuam a correr, ou a ocupar, sem nada para servir:
| O que sobra |
Onde se apaga |
| Tarefas agendadas |
Alguns plugins criam tarefas no cPanel, e elas continuam a correr contra um site que já não existe, a falhar todos os dias e a mandar-lhe o erro por e-mail. Veja em Tarefas Agendadas (Cron) e apague as que apontam para esta pasta: tarefas agendadas. |
| Cópias do instalador |
Alguns instaladores guardam cópias numa pasta própria da conta, fora do public_html. Ocupam espaço e contam para o número de ficheiros da conta: os limites que não vêm no anúncio. |
| Reencaminhamentos |
Se tinha reencaminhamentos de endereços criados no cPanel para páginas do site, ficam a apontar para o vazio. |
| Contas de e-mail do site |
A caixa que o site usava para enviar formulários continua lá. Se já não serve, apague-a; se ainda recebe correio, deixe-a. |
| O certificado |
Deixe estar. É do domínio e não do WordPress, e renova-se sozinho. |
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Se não quer deixar a pasta vazia. Um domínio sem ficheiro nenhum mostra uma listagem de pastas ou uma página de erro. Ponha um index.html simples, a dizer o que quiser, e o domínio passa a mostrar isso enquanto decide o que fazer.
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Cuidado com bases partilhadas
Se tem vários sites na mesma conta, confirme que aquela base servia apenas este. Há montagens que partilham uma base entre sites usando prefixos de tabela diferentes, e nesse caso apagá-la leva os outros sites atrás.
Na dúvida, abra o phpMyAdmin e olhe para os prefixos das tabelas. Prefixos de uma só instalação querem dizer que pode apagar à vontade.
O que fica depois
| Continua lá |
Foi-se |
| O domínio |
O registo do domínio não é tocado: continua seu e continua a renovar. |
| O plano de hospedagem |
A conta e o cPanel mantêm-se. Remover o WordPress não cancela nada nem devolve nada. |
| As caixas de e-mail |
O e-mail do domínio é independente do site e não é tocado. |
| O certificado |
Continua emitido para o domínio e continua a renovar-se sozinho. |
| O site |
Páginas, artigos, imagens e configurações, tudo apagado. |
Se o que quer é cancelar o serviço, e não apenas esvaziar o site, isso faz-se no Meu Interweb e é outra coisa: como cancelar um serviço e ficar só com o domínio.
E se era só para recomeçar?
Se o objectivo é um WordPress limpo no mesmo domínio, remova e instale outra vez: instalar o WordPress em poucos cliques. Mas se o problema era um erro e não o site em si, vale a pena tentar reparar antes de deitar fora: erros comuns do WordPress.