O site deixou de abrir e mostra um ecrã branco, ou a frase «Ocorreu um erro crítico neste site». São duas caras do mesmo problema — algo dentro do WordPress rebentou — e resolvem-se pelo mesmo caminho.
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O ecrã branco é a versão antiga. Até ao WordPress 5.2, um erro fatal deixava a página em branco, sem explicação. Das versões 5.2 em diante mostra-se a mensagem de erro crítico, que é a mesma avaria com melhor educação. Se ainda vê branco, provavelmente tem uma versão antiga — e isso, por si, já é um problema de segurança.
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Antes de mexer, tenha por onde voltar. Qualquer um dos passos abaixo altera ficheiros do site. Faça uma cópia antes — ver como repor os seus dados com o JetBackup. Sem cópia, um passo mal dado transforma um site partido num site perdido.
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Comece pelo e-mail: o Modo de Recuperação
Isto poupa quase sempre o resto do artigo, e quase ninguém sabe que existe. Quando há um erro crítico, o WordPress envia um e-mail ao administrador com uma ligação especial. Essa ligação abre o painel com o plugin avariado em pausa — e diz-lhe qual é.
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Veja a caixa de correio do endereço de administrador do WordPress. Procure por «O seu site teve um problema técnico». Veja também o spam.
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Abra a ligação do e-mail. Entra no painel e o WordPress identifica o culpado pelo nome.
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Desactive ou actualize esse plugin, e saia do Modo de Recuperação.
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Se o e-mail não chegou — porque o endereço está errado ou o site não consegue enviar correio — siga em frente.
Ver o erro, sem o mostrar ao mundo
O passo seguinte é pôr o WordPress a dizer o que se passa. Mas há uma forma certa e uma errada de o fazer.
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Não ponha os erros no ecrã de quem visita. Muitos guias dizem para pôr apenas WP_DEBUG a true e ficar por aí. Isso escreve as mensagens de erro na página pública, com caminhos de ficheiros e nomes de base de dados à vista de todos. Num site que está no ar, isso é um problema de segurança a somar ao que já tinha.
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A forma certa manda o erro para um ficheiro. Em cPanel abra o Gestor de Ficheiros, entre em public_html, edite o wp-config.php e ponha as três linhas assim:
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define( 'WP_DEBUG', true ); — liga o diagnóstico
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define( 'WP_DEBUG_LOG', true ); — escreve para ficheiro
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define( 'WP_DEBUG_DISPLAY', false ); — e não mostra a ninguém
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Recarregue a página com o erro e depois abra wp-content/debug.log. A última linha nomeia quase sempre o ficheiro culpado — e o caminho diz-lhe se é um plugin ou o tema.
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Volte a desligar quando acabar. Deixar o diagnóstico ligado enche o disco e guarda informação que não deve ficar por aí. Ponha WP_DEBUG de novo a false e apague o debug.log.
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As três causas, por ordem
| Causa |
Como confirmar |
| Um plugin |
De longe a mais comum. Um plugin desactualizado, ou dois que não se dão bem depois de uma actualização |
| O tema |
Costuma aparecer logo a seguir a mudar ou actualizar o tema, ou depois de uma actualização do próprio WordPress |
| Falta de memória |
O registo mostra Allowed memory size exhausted. Não é código partido — é o site a não caber no que tem |
Desligar os plugins quando não entra no painel
Se o wp-admin também não abre, ainda assim consegue desligar tudo pelo Gestor de Ficheiros do cPanel — ou por FTP:
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Entre em public_html/wp-content.
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Mude o nome da pasta plugins para plugins-off. O WordPress deixa de os encontrar e desliga-os a todos de uma vez.
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Abra o site. Se voltou, o culpado é um plugin: volte a pôr o nome plugins e depois desactive-os um a um no painel até o erro voltar.
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Para o tema, o mesmo truque. Mude o nome da pasta do tema activo em wp-content/themes. O WordPress cai automaticamente num tema padrão — feio, mas a funcionar, que é o que interessa para diagnosticar.
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Falta de memória
Se o registo fala em memória esgotada, acrescente esta linha ao wp-config.php, antes da linha que diz That’s all, stop editing:
define( 'WP_MEMORY_LIMIT', '256M' );
Se não chegar, o limite do plano pode ser o tecto — e aí é connosco. Diga-nos o domínio e o que o registo mostra.
Quando nada disto resolve
Reponha uma cópia anterior ao dia em que começou — ver como repor os seus dados. É o caminho mais rápido quando já se gastou uma tarde.
E se o erro que vê tem número — 500, 403, 404, 508 — o diagnóstico é outro: ver erros de site explicados. Se o site nunca chegou a abrir desde que registou o domínio, ver registei o domínio e ainda não abre.
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Até onde vamos. O servidor, o PHP, os limites e as cópias são nossos. O que está dentro do WordPress — plugins, tema e o código que lá puseram — é seu ou de quem o desenvolveu. Ajudamos a identificar de que lado está a avaria: ver até onde vai o nosso suporte.
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