As definições da Evolution API que interessam

A Evolution API tem muitas definições, mas só um punhado decide se o serviço é seguro, se guarda as sessões e se aceita ligações. Este artigo diz quais são e porquê. Os nomes exactos e os valores permitidos mudam de versão para versão, por isso confirme-os sempre no ficheiro de exemplo e na documentação oficial do projecto, e não os copie de um guia antigo.

As que não pode deixar por decidir

Definição Porque importa
A chave da API (AUTHENTICATION_API_KEY) Protege todos os pedidos. Quem a tiver manda mensagens a partir do seu número. Gere-a aleatória e guarde-a num gestor de palavras-passe.
A base de dados (PostgreSQL ou MySQL) Onde ficam as instâncias e as mensagens. Escolhe-se o fornecedor e dá-se o endereço, o utilizador e a palavra-passe da ligação. Têm de coincidir com os do serviço da base de dados no compose.
O Redis Muitos guias usam-no. Se o ficheiro de exemplo o inclui, o serviço precisa de lhe chegar; se o dispensa, desligue-o no mesmo sítio e não o deixe a meio.
A integração e as suas credenciais Baileys (QR) ou Cloud API. Com a Cloud API entram também o token e o resto dos dados da sua app Meta, que são segredos como a chave.
A versão da imagem Escolha uma versão concreta em vez de seguir sempre a mais recente. Assim sabe o que está a correr e pode voltar atrás.
Os volumes (no compose) Não são uma definição mas decidem tudo: sem volume persistente para as instâncias e para a base de dados, um reinício apaga as sessões.

Como lidar com o ficheiro de definições

1 Parta do exemplo da versão que vai usar. O ficheiro de exemplo do projecto lista as definições que essa versão reconhece. Uma definição de um guia antigo pode já não existir.
2 Mude uma coisa de cada vez. Se alterar dez e o serviço deixar de arrancar, não sabe qual foi.
3 Reinicie o serviço para aplicar. Com Docker Compose, docker compose up -d recria os contentores que mudaram. Depois, docker compose logs -f para confirmar que leu o que escreveu.
4 Guarde uma cópia do ficheiro fora do servidor, num sítio privado. Sem ele não consegue recriar o serviço, e com a chave dentro não pode ir para um repositório público.
O ficheiro de definições tem segredos. Nunca o ponha num repositório público, numa captura de ecrã ou numa mensagem de suporte. Se a chave da API vazar, troque-a no ficheiro, reinicie e actualize tudo o que a usa (o n8n, o seu site, os scripts).

Erros típicos

Erro Consequência
Deixar a chave de exemplo Qualquer pessoa que leia a documentação pública conhece-a.
Palavra-passe da base de dados igual à chave da API Uma fuga abre as duas portas.
Sem volume persistente As sessões desaparecem no primeiro reinício.
Seguir sempre a imagem mais recente Uma actualização automática pode trazer uma versão do Baileys que não liga. Fixe a versão e actualize quando decidir.
Para uma lista do que mexer depois de o serviço estar de pé, veja proteger a Evolution API e a Evolution API com PostgreSQL e Redis. Se precisar de variáveis de ambiente para a sua própria aplicação, veja variáveis de ambiente e segredos.

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