A compressão encolhe as páginas antes de as mandar pela rede, e o navegador volta a abri-las do outro lado. Como o HTML, o CSS e o JavaScript são texto, e texto repete-se muito, o que viaja pode ficar numa fracção do tamanho original. Em ligações lentas ou em dados móveis, isso sente-se.
A boa notícia é que aqui já está ligada. O nosso servidor web comprime sozinho o que deve ser comprimido, sem você configurar nada. Por isso este artigo não é sobre ligar: é sobre confirmar e medir, que é o que falta quase sempre.
Como confirmar em dez segundos
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Abra o site no navegador e abra as ferramentas de programador, com a tecla F12 na maioria dos navegadores.
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Vá ao separador de rede e recarregue a página com a opção de ignorar a cache.
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Clique na primeira linha, que é o documento da página, e procure nos cabeçalhos de resposta a linha content-encoding. Se disser gzip ou br, está comprimido.
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Compare as duas colunas de tamanho. O separador de rede mostra o que foi transferido e o tamanho real do ficheiro. A diferença entre os dois números é exactamente o que a compressão lhe poupou, e é a medição que interessa.
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Se preferir a linha de comandos, um pedido com o cabeçalho de aceitação de compressão e só a ler a resposta chega: curl -sI -H "Accept-Encoding: gzip" https://oseudominio/ . A linha content-encoding na resposta é a prova.
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O ecrã do cPanel que confunde
Há no cPanel um ecrã chamado Optimize Website, com opções de comprimir tudo ou comprimir certos tipos de ficheiro. É natural pensar que é ali que se liga a compressão. Não é, e vale a pena saber porquê: esse ecrã mexe numa peça que não é a que serve o seu site aqui.
Por isso: se foi lá, mudou, e não viu diferença nenhuma, não partiu nada e não está maluco. Confirme pelo separador de rede, como acima, e deixe esse ecrã em paz.
O que comprime bem, e o que não comprime nada
| Tipo de ficheiro |
Ganho |
| HTML, CSS, JavaScript, JSON, SVG |
Grande. São texto, e texto com muita repetição. É aqui que a compressão ganha o seu salário. |
| Tipos de letra em formato web |
Algum, consoante o formato. Os formatos modernos já vêm comprimidos de origem. |
| JPEG, PNG, WebP, AVIF |
Nenhum. Já são formatos comprimidos. Comprimir outra vez gasta processador e não poupa nada. |
| Vídeo, MP3, ZIP, a maior parte dos PDF |
Nenhum, pela mesma razão. |
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Não confunda compressão com o problema das imagens. A compressão trata do texto, e o texto raramente é o que pesa numa página. O que pesa são as fotografias enviadas tal como saíram da máquina. Uma imagem grande numa caixa pequena obriga cada visitante a descarregar tudo para ver quase nada, e nenhuma compressão do mundo resolve isso. Redimensione antes de enviar: está em o que faz mesmo diferença.
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Se quiser ir mais longe
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Num site em WordPress, o LiteSpeed Cache. Além de guardar as páginas prontas, trata da compressão do que ele próprio serve, e é a peça certa para os nossos servidores.
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Uma rede à frente do site. Serviços como a Cloudflare comprimem com um algoritmo mais eficiente e servem os ficheiros mais perto do visitante. Está explicado em Cloudflare: quando ajuda e como se liga.
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Menos ficheiros, em vez de ficheiros mais pequenos. Uma página que pede centenas de coisas é lenta mesmo com tudo comprimido. Reduzir o número de pedidos costuma pagar mais do que apertar mais os bytes.
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E, sempre, a mesma regra: meça antes, mude uma coisa, meça depois. As ferramentas e o que os números querem dizer estão em medir a velocidade do site.
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