«O site está lento» quer dizer coisas diferentes conforme quem o diz: a primeira página demora a aparecer, o painel de administração arrasta-se, ou o site que era rápido deixou de ser. As causas são diferentes e as soluções também — por isso a primeira coisa a fazer não é instalar nada, é medir.
Primeiro medir, e só depois mexer
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Abra o site noutra rede. Do telemóvel com dados móveis, por exemplo. Se aí está rápido, o problema é a sua ligação ou o cache do seu navegador — e não o site.
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Experimente uma segunda página. Se só uma está lenta, o problema está nessa página — uma galeria, um mapa, um formulário — e não no servidor.
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Repare se é só o painel. O /wp-admin lento com o site rápido é quase sempre um plugin, e não falta de recursos.
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Anote os números antes de começar. Mude uma coisa de cada vez e volte a medir. Mudar cinco coisas ao mesmo tempo pode até resultar — mas fica sem saber qual delas era, e da próxima vez recomeça do zero.
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A causa mais comum aqui: a versão do PHP
É a que mais vemos e a mais barata de corrigir. Muitos sites continuam a correr em PHP 7.2, que deixou de receber correcções em Novembro de 2020, ou em PHP 7.4, parado desde Novembro de 2022. O PHP 8 é sensivelmente mais rápido a executar o mesmo código — e, ao contrário dos outros, ainda recebe correcções de segurança.
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No cPanel, procure por MultiPHP Manager ou Select PHP Version.
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Abra o site e o painel a seguir, e clique por algumas páginas. É o teste que conta.
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Mude, teste, e saiba voltar atrás. Um tema ou plugin muito antigo pode não correr em PHP 8 — e aí o site dá erro em vez de ficar rápido. Não é grave: volta-se à versão anterior no mesmo ecrã e fica tudo como estava. Faça a mudança numa hora calma, não às 11h de uma segunda-feira.
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A cache: aqui o servidor é LiteSpeed
Sem cache, cada visita obriga o servidor a montar a página de novo — ir à base de dados, correr o PHP, juntar tudo. Com cache, a página já feita é entregue directamente. É a mudança única que mais reduz o tempo de resposta.
Os nossos servidores correm LiteSpeed. Isso interessa porque significa que o plugin certo para WordPress aqui é o LiteSpeed Cache: ele guarda as páginas no próprio servidor, antes do PHP sequer arrancar — coisa que os plugins de cache genéricos não conseguem fazer.
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Instale o plugin LiteSpeed Cache a partir do repositório do WordPress.
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Active a cache. As opções por omissão já dão a maior parte do ganho — não precisa de mexer em tudo.
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Depois de qualquer alteração ao site, use Purge All. Se editou uma página e continua a ver a antiga, é a cache a fazer o trabalho dela.
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| A cache resolve |
A cache NÃO resolve |
| Páginas que se repetem |
Páginas diferentes para cada visitante — carrinho, conta, checkout. Essas têm de ser excluídas. |
| Picos de visitas |
O painel de administração, que nunca é guardado em cache. |
| Servidor sobrecarregado |
Uma página lenta por si mesma — se demora 8 segundos a construir, na primeira visita continua a demorar 8. |
Imagens: quase sempre o maior ganho isolado
A razão mais comum para uma página pesada não é o código — são fotografias enviadas tal como saíram da máquina. Uma imagem de 4 MB numa página que mostra 800 pixels de largura obriga cada visitante a descarregar 4 MB para ver 800 pixels.
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Redimensione antes de enviar. Para a maior parte dos sites, 1600 pixels de largura chega e sobra.
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Guarde em WebP quando puder: costuma ficar em metade do tamanho com a mesma qualidade à vista.
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Ligue o lazy loading — as imagens só carregam quando o visitante chega a elas. O LiteSpeed Cache tem essa opção incluída.
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Plugins e temas
Cada plugin activo custa alguma coisa em todas as páginas, mesmo as que não o usam. Não é o número que conta — é o peso de cada um.
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Desactive o que não usa, e apague o que está desactivado. Plugin desactivado não corre, mas continua a ser uma porta por actualizar.
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Desconfie de três famílias: construtores de páginas pesados, plugins de estatísticas que gravam cada visita na sua base de dados, e sliders na página inicial.
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Para descobrir o culpado: desactive metade, meça, e repita com a metade que ficou. Em quatro ou cinco passos chega lá.
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A base de dados
Com os anos acumula-se lixo que ninguém vê: revisões de cada texto já editado, dados de plugins removidos há muito, e opções carregadas em todas as páginas. Num site com anos, limpar isto dá um ganho real. Faça-o com uma cópia guardada antes — ver como repor os seus dados com o JetBackup — e sobre gestão directa, bases de dados e phpMyAdmin.
Quando não é o site, é o plano
Há um ponto a partir do qual optimizar deixa de compensar. Se o Resource Usage mostra o limite a ser atingido todos os dias, ou se aparece o erro 508, o site já não cabe no plano — ver erros do site: 500, 403, 404 e 508. Nessa altura a resposta honesta é um plano maior e não mais aperto: alojamento partilhado ou VPS: qual precisa o seu projecto.
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Cuidado com os «optimizadores» agressivos. Opções como juntar e minificar todo o CSS e o JavaScript, ou adiar tudo, ganham décimos de segundo e partem menus, formulários e carrinhos com uma facilidade impressionante. Ligue uma de cada vez e experimente o site a sério depois de cada uma — incluindo comprar alguma coisa, se vender. Se algo partir, erros comuns do WordPress.
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