A resposta curta: cada gráfico do «Uso de recursos» (Resource Usage) tem três coisas: a média (a curva do uso), o limite (a linha do tecto da sua conta) e as faltas (faults: as vezes em que o uso bateu no tecto e a conta foi travada). Normal é uma curva bem abaixo da linha e sem faltas. Perto do limite é uma curva que toca a linha nos picos, com faltas raras e de causa conhecida. Um problema são faltas em dias normais, ou uma curva colada à linha durante horas. Como chegar aos gráficos está em consultar o uso de recursos no cPanel.
As linhas e as colunas, uma a uma
| O que vê |
O que quer dizer |
Como ler |
| Média (Average) |
O uso médio em cada intervalo do período |
É a curva principal. Diz como a conta costuma estar, mas esconde os picos curtos. |
| Máximo (Max), na vista em tabela |
O ponto mais alto dentro do intervalo |
Se o máximo toca o limite e a média não, houve picos: veja as faltas. |
| Limite (Limit) |
O tecto da sua conta para esse recurso |
É a linha com que compara tudo. Num gráfico sem linha, ou com «ilimitado» (unlimited), esse recurso não tem tecto para a sua conta. |
| Faltas (Fault ou Faults; «Falhas» no cPanel em português) |
Quantas vezes o uso chegou ao tecto e foi travado |
Zero faltas: a conta nunca foi travada nesse período, mesmo que a curva pareça alta. É o número que mais importa. |
| MySQL (só nalguns servidores) |
A parte do CPU e do I/O gasta pela base de dados |
Se a parte do MySQL é a maior, a causa está nas consultas: consultas lentas. |
O que uma falta faz ao site, recurso a recurso
| Recurso |
O que o visitante sente numa falta |
| CPU |
O site fica lento, mas responde. Não há erro, por isso ninguém desconfia. |
| Memória |
O pedido falha: página em branco, erro 500 ou 503, uma importação que pára a meio. |
| Processos de entrada (EP) |
Os pedidos a mais são recusados: página de erro 508 (Resource Limit Is Reached) ou 503, e segundos depois tudo volta ao normal. |
| Número de processos (NPROC) |
Scripts, tarefas cron e comandos do Terminal não arrancam. |
| I/O e IOPS |
O site fica lento enquanto a operação pesada no disco não acaba. |
O detalhe de cada erro está em erros do site explicados.
Passo a passo para ler um gráfico
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Escolha o período certo. Para um incidente, o período mais curto que o inclui (a última hora, as últimas 4 horas, as últimas 24). Para uma tendência, 7 ou 30 dias. Num período longo, cada ponto é a média de um intervalo maior e um pico de poucos minutos fica achatado.
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Leia as faltas antes da curva. Se não há faltas, a conta não foi travada, por mais alta que a curva pareça. Se há, anote o recurso e a hora.
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| 3 |
Compare a curva com a linha do limite. Longe da linha é folga. Encostada nos picos é «perto do limite». Colada à linha durante horas é a conta a trabalhar no tecto. O CPU aparece em percentagem: compare-o com a linha, não com 100% de uma máquina inteira.
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Reconheça o padrão com a tabela abaixo: um pico à mesma hora todos os dias não se lê como uma curva que sobe devagar.
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Depois de mudar alguma coisa, volte a ler o mesmo período uma semana depois. Se as faltas desapareceram, resultou.
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Os padrões mais comuns
| O que vê no gráfico |
O que costuma ser |
| Curva baixa, sem faltas |
Normal. Nada a fazer. |
| Um pico à mesma hora todos os dias |
Uma tarefa agendada: cópia, importação, tarefa cron (tarefas cron). |
| Uma curva colada à linha durante horas, a qualquer hora |
Algo a correr sem parar (um script preso, um ciclo) ou robôs a percorrer o site (bots de IA). |
| Faltas de EP com o CPU baixo |
Pedidos lentos à espera de outra coisa: a base de dados ou um serviço externo. Ocupam lugares sem gastar CPU. |
| Faltas de memória ao mesmo tempo que erros 500 |
Um plugin, uma importação ou um relatório que pede mais memória do que a conta tem. |
| CPU e EP sobem juntos com as visitas e descem à noite |
Uso real. Se as faltas aparecem nas horas de mais visitas, é crescimento. |
Optimizar ou fazer upgrade?
| O que vê |
Optimizar ou fazer upgrade? |
| Faltas num pico diário à mesma hora |
Optimizar. Mude a tarefa de hora ou parta-a em partes. |
| Curva colada à linha mesmo de madrugada |
Optimizar. Há algo preso ou robôs: processos a mais a correr. |
| Faltas de EP com CPU baixo |
Optimizar. Os pedidos são lentos: processos de entrada no limite. |
| Faltas só nas horas de mais visitas, e cada mês mais |
Fazer upgrade. O site cresceu. |
| Já optimizou, a média baixou, e as faltas continuam nas horas de ponta |
Fazer upgrade. |
Planos maiores
Num plano maior, a linha do limite fica mais alta e a mesma curva passa a ter folga. Por exemplo, a linha da memória passa de 1 GB no Pro para 2 GB no Plus, e a dos processos de entrada de 20 para 30. A do CPU só muda quando o plano novo tem mais núcleos: é igual no Pro e no Plus, e no Ultra e no Business Pro. Os números de todos os planos estão em os limites do seu plano num relance. Depois do upgrade, compare o mesmo período antes e depois: menos faltas é a prova. Como fazer: como fazer upgrade do plano; que degrau escolher: que plano vem a seguir.
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Não se fie só na média. Uma média baixa com faltas quer dizer picos curtos que já fizeram visitantes ver erros. E o contrário também engana: um pico isolado num gráfico de 30 dias, sem faltas, não é um problema. Decida pelas faltas, no período certo.
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Ponha o gráfico de EP ao lado do de CPU. Se os dois sobem juntos, os pedidos estão a trabalhar: cache e menos robôs ajudam. Se o EP bate no limite com o CPU baixo, os pedidos estão à espera: procure consultas lentas ou um serviço externo que demora a responder.
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Não sabe ler o que o gráfico mostra? Abra um pedido de suporte com uma captura do período e nós dizemos-lhe o que está a bater no tecto.
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