Ler os gráficos do Uso de recursos: médias, limites e faltas em palavras simples

cPanel & WHM·· 5 visualizações· 7 min de leitura

A resposta curta: cada gráfico do «Uso de recursos» (Resource Usage) tem três coisas: a média (a curva do uso), o limite (a linha do tecto da sua conta) e as faltas (faults: as vezes em que o uso bateu no tecto e a conta foi travada). Normal é uma curva bem abaixo da linha e sem faltas. Perto do limite é uma curva que toca a linha nos picos, com faltas raras e de causa conhecida. Um problema são faltas em dias normais, ou uma curva colada à linha durante horas. Como chegar aos gráficos está em consultar o uso de recursos no cPanel.

As linhas e as colunas, uma a uma

O que vê O que quer dizer Como ler
Média (Average) O uso médio em cada intervalo do período É a curva principal. Diz como a conta costuma estar, mas esconde os picos curtos.
Máximo (Max), na vista em tabela O ponto mais alto dentro do intervalo Se o máximo toca o limite e a média não, houve picos: veja as faltas.
Limite (Limit) O tecto da sua conta para esse recurso É a linha com que compara tudo. Num gráfico sem linha, ou com «ilimitado» (unlimited), esse recurso não tem tecto para a sua conta.
Faltas (Fault ou Faults; «Falhas» no cPanel em português) Quantas vezes o uso chegou ao tecto e foi travado Zero faltas: a conta nunca foi travada nesse período, mesmo que a curva pareça alta. É o número que mais importa.
MySQL (só nalguns servidores) A parte do CPU e do I/O gasta pela base de dados Se a parte do MySQL é a maior, a causa está nas consultas: consultas lentas.

O que uma falta faz ao site, recurso a recurso

Recurso O que o visitante sente numa falta
CPU O site fica lento, mas responde. Não há erro, por isso ninguém desconfia.
Memória O pedido falha: página em branco, erro 500 ou 503, uma importação que pára a meio.
Processos de entrada (EP) Os pedidos a mais são recusados: página de erro 508 (Resource Limit Is Reached) ou 503, e segundos depois tudo volta ao normal.
Número de processos (NPROC) Scripts, tarefas cron e comandos do Terminal não arrancam.
I/O e IOPS O site fica lento enquanto a operação pesada no disco não acaba.

O detalhe de cada erro está em erros do site explicados.

Passo a passo para ler um gráfico

1 Escolha o período certo. Para um incidente, o período mais curto que o inclui (a última hora, as últimas 4 horas, as últimas 24). Para uma tendência, 7 ou 30 dias. Num período longo, cada ponto é a média de um intervalo maior e um pico de poucos minutos fica achatado.
2 Leia as faltas antes da curva. Se não há faltas, a conta não foi travada, por mais alta que a curva pareça. Se há, anote o recurso e a hora.
3 Compare a curva com a linha do limite. Longe da linha é folga. Encostada nos picos é «perto do limite». Colada à linha durante horas é a conta a trabalhar no tecto. O CPU aparece em percentagem: compare-o com a linha, não com 100% de uma máquina inteira.
4 Veja os outros gráficos à mesma hora. Duas faltas no mesmo minuto costumam ter a mesma causa: dois limites atingidos de uma vez.
5 Reconheça o padrão com a tabela abaixo: um pico à mesma hora todos os dias não se lê como uma curva que sobe devagar.
6 Procure a causa nessa hora: os Snapshots, quando existem, a página «Erros» e os registos de acesso (ver o consumo em tempo real por SSH).
7 Depois de mudar alguma coisa, volte a ler o mesmo período uma semana depois. Se as faltas desapareceram, resultou.

Os padrões mais comuns

O que vê no gráfico O que costuma ser
Curva baixa, sem faltas Normal. Nada a fazer.
Um pico à mesma hora todos os dias Uma tarefa agendada: cópia, importação, tarefa cron (tarefas cron).
Uma curva colada à linha durante horas, a qualquer hora Algo a correr sem parar (um script preso, um ciclo) ou robôs a percorrer o site (bots de IA).
Faltas de EP com o CPU baixo Pedidos lentos à espera de outra coisa: a base de dados ou um serviço externo. Ocupam lugares sem gastar CPU.
Faltas de memória ao mesmo tempo que erros 500 Um plugin, uma importação ou um relatório que pede mais memória do que a conta tem.
CPU e EP sobem juntos com as visitas e descem à noite Uso real. Se as faltas aparecem nas horas de mais visitas, é crescimento.

Optimizar ou fazer upgrade?

O que vê Optimizar ou fazer upgrade?
Faltas num pico diário à mesma hora Optimizar. Mude a tarefa de hora ou parta-a em partes.
Curva colada à linha mesmo de madrugada Optimizar. Há algo preso ou robôs: processos a mais a correr.
Faltas de EP com CPU baixo Optimizar. Os pedidos são lentos: processos de entrada no limite.
Faltas só nas horas de mais visitas, e cada mês mais Fazer upgrade. O site cresceu.
Já optimizou, a média baixou, e as faltas continuam nas horas de ponta Fazer upgrade.

Planos maiores

Num plano maior, a linha do limite fica mais alta e a mesma curva passa a ter folga. Por exemplo, a linha da memória passa de 1 GB no Pro para 2 GB no Plus, e a dos processos de entrada de 20 para 30. A do CPU só muda quando o plano novo tem mais núcleos: é igual no Pro e no Plus, e no Ultra e no Business Pro. Os números de todos os planos estão em os limites do seu plano num relance. Depois do upgrade, compare o mesmo período antes e depois: menos faltas é a prova. Como fazer: como fazer upgrade do plano; que degrau escolher: que plano vem a seguir.

Não se fie só na média. Uma média baixa com faltas quer dizer picos curtos que já fizeram visitantes ver erros. E o contrário também engana: um pico isolado num gráfico de 30 dias, sem faltas, não é um problema. Decida pelas faltas, no período certo.
Ponha o gráfico de EP ao lado do de CPU. Se os dois sobem juntos, os pedidos estão a trabalhar: cache e menos robôs ajudam. Se o EP bate no limite com o CPU baixo, os pedidos estão à espera: procure consultas lentas ou um serviço externo que demora a responder.

Não sabe ler o que o gráfico mostra? Abra um pedido de suporte com uma captura do período e nós dizemos-lhe o que está a bater no tecto.

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